Compra e arrendamento com procura igual em 2012
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O ano de 2012 foi um dos piores das últimas décadas para o imobiliário, sendo o desempenho deste sector uma consequência do estado da economia portuguesa e mundial. De acordo com o Catálogo de Estudos de Mercado do I Trimestre de 2013, lançado pelo Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, o clima económico vigente, acompanhado pela aspereza do mercado de crédito, pelo aumento de níveis do desemprego e deterioração do poder de compra, colocou a tónica da procura de habitação por parte de algumas famílias no mercado de arrendamento.
De facto, no final do ano as intenções da procura, segundo dados do portal imobiliário CasaYes, eram próximas dos 50%, sendo que em alguns distritos, como Lisboa e Porto, essa realidade registou valores superiores a 50%. Este comportamento reflecte desde logo a diminuição da capacidade financeira das famílias, e a forma como estas encaram actualmente o mercado. Do lado da oferta do portal CasaYes, quando analisamos a percentagem de imóveis para arrendamento no âmbito nacional - 3,9% no final de 2011 e 5,3% em 2012 - observou-se um crescimento (ainda que residual, tendo em conta a procura).
Rendas entre 300 e 500 euros
Nas pesquisas efectuadas ao portal, a procura de valores no âmbito nacional, direccionada para o arrendamento residencial, em 38,9% dos casos situava-se entre os 300 e os 500 euros, em 36% para valores inferiores ou iguais a 300 euros, e só em 15,2% dos casos estava mais acima, entre os 500 e os 750 euros.
Contrastando a procura com o que existia em stock, no mercado para oferta denotou-se um certo desajustamento. De facto, apenas 11,5% dos imóveis para oferta no portal CasaYes registaram valores inferiores ou iguais a 300 euros, 41,2% encerraram valores compreendidos entre 300 e 500 euros, e 21,9% entre 500 e 750 euros.
