Quarta, 13 de Maio de 2026

Com que base foi fixado esse valor?
Estávamos numa época em que as pessoas que fazem as leis julgavam que as árvores cresciam até ao céu. Comprava--se um apartamento por 50 mil euros - se pedissem 60 mil também davam -, e o banco até lhe dizia para levar mais dez mil para comprar a mobília. Só que em 2008 as Finanças tiveram de baixar o preço do metro quadrado, que está hoje muito perto do valor inicial.

E agora está tudo aflito para pagar o que deve...
Hoje estamos a assistir ao absurdo em que o valor do imobiliário está em queda livre - porque o imobiliário vale zero, não há compradores -, e os valores patrimoniais e fiscais que estão a ser encontrados estão muito acima do hipotético valor real do andar. Ou seja, estou a pagar mais por uma coisa que não vale nada. A avaliação que está a ser feita, e que tinha dez anos para ser feita, ao que parece vai estar concluída no prazo previsto, que é 2013, com um bocado de sangue pelo caminho.


Quantas casas estão à venda em Portugal?
Há 800 mil casas à venda em Portugal. Nas quais ninguém pega, nem sequer há telefonemas a perguntar. Nada! Como é que as Finanças, num momento em que este sector está colapsado, têm o atrevimento de estar a valorizar imóveis com uma fórmula pretensamente científica que permite chegar a estes valores?


As pessoas já começaram a receber as notificações com os resultados das avaliações. O que pensa a ANP sobre os valores?
As notificações que estão a enviar são feitas de uma forma capciosa, para as pessoas não entrarem em revolta como estão a fazer, por exemplo, na Irlanda, onde se recusaram a pagar o imposto especial sobre o imobiliário, de 100 euros por casa. Em Portugal, as pessoas recebem uma notificação que diz qual é o valor patrimonial do imóvel mas abstêm-se de dizer quanto é que ela vai pagar de IMI em 2013, só fazendo as contas. E as pessoas, às vezes, custa-lhes fazer contas. Para nós, e para as coisas serem clarinhas e esclarecedoras, se o imóvel tem um valor patrimonial de 50 mil euros é dizer que para o ano o valor a pagar é 250 euros, aplicando a taxa máxima.

Todas as câmaras aplicam a taxa máxima?
Quase todas as câmaras aplicam a taxa máxima. Em Lisboa, a taxa máxima que agora é de 0,7, eles cobram 0,675, tiram uns pozinhos, para dizer que são bonzinhos. Mas as necessidades de financiamento da câmaras são muitas e as grandes fontes de receita, que eram as licenças de construção e o IMT - Imposto Municipal de Transmissões, estão em quebra, pelo que sobra o IMI, que é o que vai servir para pagar as estruturas camarárias. É preciso ver que antes do 25 de Abril uma câmara de uma cidade de província tinha 100 empregados e até se justificava: os cantoneiros, os jardineiros, um engenheiro... Hoje tem 2 mil empregados. Em muitos concelhos do país as câmaras são o principal empregador, ora há aqui qualquer coisa que está mal. Só a câmara de Lisboa tem mais de 500 arquitectos: arquitectos de primeira, de segunda, de terceira, mais assistentes administrativos, etc...

O que fazem exactamente essas pessoas?
Essa gente complica a vida ao cidadão comum. As coisas estão simplificadas e eles estão lá para complicar.

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Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transações financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar.

E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. 

Ser bem sucedido numa transação imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing.

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)