Quarta, 13 de Maio de 2026

Cinco conselhos para quem quer comprar casa

Ao contrário do que se passa na maior parte dos países europeus, ter casa própria é um objectivo central para a maioria das famílias portuguesas. Os números do Banco de Portugal mostram que existem mais de 2,4 milhões de pessoas com crédito à habitação. No entanto, para as famílias que estão a pensar em trocar de casa - ou que pretendem adquirir pela primeira vez um imóvel- esta poderá não ser a altura ideal para o fazer, a não ser, é claro, que tenha dinheiro disponível. Não só o porque os bancos estão a apertar muito os critérios de concessão de crédito (através do aumento dos 'spreads', das comissões e da exigência de rácios de financiamento mais baixos), como também por causa das imposições da "troika". Recorde-se que a equipa composta pelo BCE, FMI e Comissão Europeia quer incentivar o arrendamento em detrimento da compra de habitação própria.

1 - 'Spreads' mais elevados

Desde a falência da Lehman Brothers que os bancos portugueses têm vindo a aumentar os 'spreads'. No início de 2009, os cinco maiores bancos a operar em Portugal praticavam em média um 'spread' mínimo de 0,67%. Desde então valor triplicou, situando-se actualmente nos 2,16%. E a escalada deverá continuar. Segundo o último inquérito ao bancos sobre o mercado de crédito, relativo a Julho, as instituições financeiras vão continuar a aplicar "critérios mais restritivos na concessão de empréstimos a empresas e particulares".

2 - Dar uma entrada generosa

Antes da crise, os bancos concediam 100% (ou até mais) do financiamento para a compra de casa. Esta possibilidade acabou. A generalidade das instituições baixou os rácios de financiamento/garantia para os 60%-70%. Ou seja, para um imóvel no valor de 100 mil euros o banco empresta apenas entre 60 mil e 70 mil euros desse valor. Isto significa que quem neste momento queira comprar casa tem de possuir poupanças suficientes para dar um valor generoso de entrega inicial.

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Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transações financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar.

E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. 

Ser bem sucedido numa transação imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing.

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)