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3 - Comissões mais elevadas
Não são apenas os 'spreads' que estão mais elevados. As comissões e os prémios dos seguros associados ao crédito à habitação também estão a encarecer. Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, a taxa de juro nominal média para os novos contratos de crédito à habitação feitos em Julho era de 3,89%. No entanto, se tivermos em conta os custos relacionados com comissões e seguros a taxa anual efectiva sobe para os 4,85%. Ou seja, perto de 20% dos encargos com o crédito à habitação são para pagar estes items.
4 - Analise a sua taxa de esforço
Antes de escolher a casa que quer comprar faça o seu próprio trabalho de casa. E avalie se tem condições para pagar um empréstimo à habitação. Isto porque um dos critérios que os bancos têm em conta é a taxa de esforço que esse financiamento representaria para essa família. A taxa de esforço não deve ser superior a 30% do rendimento mensal. Ao fazer as suas próprias contas não se esqueça que este ano o seu poder de compra vai diminuir. Não só por via da criação da sobretaxa no IRS (que implica um corte no subsídio de Natal), mas também pelo aumento dos preços do gás e electricidade.
5 - Nem tudo é negativo
Apesar de todos estes entraves, nem tudo é negativo para quem quer comprar casa. Os dados do INE sobre a avaliação bancária na habitação (que funcionam como um barómetro sobre a evolução dos preços do imobiliário em Portugal) mostram que o valor médio atribuído pelos bancos às casas em Portugal caiu em Julho para o nível mais baixo desde 2003. Ou seja, para quem tenha dinheiro disponível e não precise de recorrer a financiamento esta poderá ser a altura ideal para comprar uma casa a preços de saldo. Outra boa novidade é que mesmo que precise de recorrer a financiamento para adquirir casa não deverá ver agravada a prestação da casa nos próximos meses, visto que os mercados prevêem uma queda das taxas Euribor durante todo o ano de 2012.
Fonte: economico.sapo.pt (16/09/11 00:05)
