Quarta, 13 de Maio de 2026

Target

A procura de habitação para arrendamento está a atrair jovens casais, licenciados, entre os 25 e os 40 anos, que estão num período muito activo em termos profissionais. O pensamento é transversal a todos: maior mobilidade, menor esforço de fundos para a aquisição de uma casa e menor exposição ao endividamento. Haverá casos, salienta Nuno Magalhães, de acesso limitado ao crédito ou situações de procura de uma casa maior face ao aumento do agregado familiar. Para este "target" coloca-se, no entanto, um drama inesperado: a escolha de uma casa para comprar é relativamente fácil, tendo em conta que existirão cerca de 120 mil habitações novas para colocar em todo o país, podendo este número duplicar se se tiver em conta a totalidade de habitação em segunda mão para venda, sendo que apenas metade é que está colocada em mediadores oficiais, pois o restante continua a ser venda directa. Mas, se o interessado quer arrendar, é nítida a escassez de oferta. O lado mais visível da situação está no facto de as rendas em Lisboa e Porto terem subido nos últimos dois anos. Sabem quanto é difícil mas, os mediadores antecipam subidas entre os 10% e os 20%, um nível muito acima do custo de financiamento. No entanto, os escassos investimentos na indústria de habitação para arrendamento leva ao funcionamento da lei da oferta e da procura, com perdas para o consumidor, porque a oferta é escassa. Luís de Menezes Leitão, o presidente da ALP, Associação Lisbonense de Proprietários, tem afirmado em diversas ocasiões aos jornalistas que o mau funcionamento da justiça, nomeadamente nos casos de acções de despejo, desencoraja eventuais investidores. Menezes Leitão tem referido as elevadas taxas de incumprimento no pagamento de rendas e que não são acompanhadas pela celeridade e facilidade nas acções de despejo. Mais grave é o facto de muitos inquilinos não sofrerem com a crise económica, mas saberem os meandros para escapar ao cumprimento das obrigações de pagamento de uma renda. Esta situação leva a alguns preços exorbitantes, o que condenam os objectivos de alteração do paradigma do país quanto à propriedade residencial. Despejos mais rápidos e acelerado crescimento da oferta para habitação são os pontos cruciais para a alteração do cenário actual quanto ao arrendamento.

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Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transações financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar.

E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. 

Ser bem sucedido numa transação imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing.

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)