O futuro já começou...
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PlanIT Valley está a nascer em Paredes. PlanIT Valley será uma espécie de cidade do futuro, uma cidade inteligente, um projecto único no Mundo. Nesta cidade haverá informação em rede e toda a comunidade estará ligada em tempo real. Afinal, o futuro pode estar aqui tão perto...
As cidades inteligentes já começaram a ser construídas e a pouco e pouco nascem aqui e ali projectos mais sustentáveis, onde a eficiência energética é ponto de honra, onde a domótica aproveita as potencialidades da tecnologia comandada à distância, onde o conceito "verde" é uma prioridade. As Natura Towers estão em comercialização em Lisboa. O Duo Miraflores Premium foi inaugurado há escassas semanas em Miraflores. A denominada Kasa do Futuro pode ser vista perto da Ericeira. E muitos outros projectos se seguirão.
"Apesar de diversos projectos estarem em standby devido à conjuntura económico-financeira, a tendência é para que todos os novos projectos apresentem preocupações ecológicas sejam energeticamente eficientes e/ou recorram à domótica", alega Pedro Salema Garção, director da Worx.
No mercado não residencial, Amílcar Silva, associate do departamento de Escritórios da Cushman Wakefield, considera imperativo ter em conta este factor na escolha de uma localização. "Uma maior eficiência energética traduzir-se-á em menores custos operacionais para a empresa e diminui a sua pegada ambiental. Os edifícios que não estão preparados para esta exigência vão sendo preteridos e perderão competitividade", antevê.
Também João Vargas, director do Departamento de Escritórios da Abacus Savills, acredita que "a tendência do mercado de escritórios em Portugal será no sentido de um crescente aumento da procura e, consequentemente, da oferta de edifícios inteligentes. O nível de exigência das empresas na qualidade é cada vez maior, assim como a preocupação com os custos de funcionamento dos espaços que ocupam".
No segmento residencial, a tendência revela-se igualmente crescente na oferta e na procura. "A camada mais jovem não vai prescindir destas características no futuro, mas qualquer cliente que compre um edifício novo agora, independentemente da sua faixa etária, tem sempre este tipo de preocupações porque valoriza o seu património e porque está muito bem informado pelos meios de comunicação social", salienta João Nuno Magalhães, managing director da CB Richard Ellis, lembrando que "as fontes energéticas estão cada vez mais escassas e estes edifícios poupam energia sem diminuir o conforto da habitação".
