Quarta, 13 de Maio de 2026

Comprar ou Arrendar casa?

Por Miguel Poisson, director-geral da Era Imobiliária

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 1,7%, no primeiro trimestre do ano, relativamente ao período homólogo, e avançou 1% face aos três meses anteriores. 

  Sabemos que os sinais e os indicadores são ainda muito incipientes (o ideal seria perspectivar-se um crescimento com reflexos no emprego e investimento privado que garantisse um efeito sustentado de longo prazo). No entanto, os números parecem confirmar a expectativa de um trimestre mais promissor.  Também no sector imobiliário as variações são positivas registando-se, no total do país, um aumento de 3,6% no valor médio de avaliação bancária (no comparativo com o período homólogo), com índices positivos mais intensos a Norte (5,4%) e no Centro (4,9%). Tendência igualmente verificável nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, que revelam aumentos de 3,1% e 5% respectivamente. Sabemos que o mercado imobiliário evidencia dinamismo e está a aproveitar a actual conjuntura. Isto é, os principais índices mantêm-se estáveis, nomeadamente a taxa Euribor a seis meses (principal indexante do crédito à habitação em Portugal) que se fixou inalterada nos 0,999%. Existe mais oferta por parte do cliente vendedor e mais oportunidades para o cliente comprador. Contudo, as instituições financeiras estão mais escrupulosas na atribuição de crédito o que, a curto e médio prazo, se pode repercutir numa maior apetência por parte do consumidor pela opção (de recurso) de arrendamento, visto que muitos compradores poderão não ter acesso ao crédito desejado. De facto, num contexto de maior incerteza económica, é legítimo pensar na solução de arrendamento como alternativa à compra, pois afigura-se como uma solução prática, fácil e aparentemente sem riscos. No entanto, se fizermos um simples exercício comparativo, arrendamento versus compra e avaliarmos as oportunidades e ameaças associadas a ambos, concluímos que há mais vantagens na vertente da compra. 

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Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transações financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar.

E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. 

Ser bem sucedido numa transação imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing.

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)