Saiba quanto podem aumentar os preços das casas
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Lisboa e Algarve são as zonas do país onde os preços mais deverão crescer, mas não são esperadas grandes subidas nos próximos 3 anos.
Os preços das casas começaram a valorizar no último trimestre de 2009, esperando-se que durante este ano o aumento possa atingir 1%. De acordo com o índice Confidencial Imobiliário (CI) a previsão dos preços para este ano deve-se ao comportamento positivo registado no final do ano, em que os proprietários "eventualmente movidos pelas melhores notícias relativas ao desempenho económico, elevaram claramente as suas expectativas, invertendo o sentindo de evolução dos preços". Nesse período o índice Confidencial Imobiliário subiu 1,1%.
A maior recuperação fez-se entre os fogos usados, precisamente aqueles cujo valor tinha sido mais afectado. O CI considera que este é um sinal de forte relevância para o mercado, traduzindo uma mudança de ciclo face aos primeiros meses que sucederam o começo da crise actual. Ricardo Guimarães, director da CI, alerta contudo que para 2010 ainda "não há motivos para esperar uma valorização significativa. O cenário que admito é de estabilização, com um crescimento positivo mas abaixo de 1%". No entanto deixa o alerta de que "o mais provável é que haja um período de pelo menos três anos em que os preços, apesar de poderem não baixar, não registem aumentos de relevo, estagnando".
A evolução dos preços da habitação vai depender de vários factores, em especial, do desemprego. "Esta variável é aquela que mais vai determinar o nível de pressão em que o mercado se vai encontrar. Caso haja um aumento significativo e ele seja persistente, há motivos para poder temer nova baixa de preços no mercado".
No entanto, o responsável do CI considera que no caso dos fogos novos, dado o forte corte no lançamento de novas obras, pode observar-se - embora talvez ainda não em 2010 - uma subida de preços, descolando do comportamento do mercado de casas usadas.
Preços vão subir em Lisboa
O mercado de habitação terá a nível regional comportamentos distintos. Para Ricardo Guimarães, "é de admitir que em concelhos centrais como Lisboa a evolução seja mais positiva". Nas zonas mais periféricas das cidades de Lisboa e Porto os preços "podem levar mais tempo a estabilizar". No caso do Algarve o CI considera que será interessante observar qual vai ser a evolução dos preços na região. "Este mercado depende da conjuntura internacional, relacionada com os mercados emissores. Em 2009 foi o mais penalizado e isso pode ser um factor que leve a uma retoma mais rápida", alerta Ricardo Guimarães. Neste caso será importante que os mercado se ajustem aos ciclos, baixando preços se necessário. Sem isso não ganham capacidade de atracção para serem dos primeiros a sair da crise. O responsável alerta que este "problema acontece em mercados dominados pela primeira habitação, nos quais há uma relação de muito longo prazo entre os proprietários e os respectivos imóveis, fazendo com que sejam menos propensos a ajustes nominais nos respectivos preços".
