Editorial
A internet vai assumindo cada vez mais a condição de "indispensável" na vida de um número cada vez maior de pessoas. No caso específico do imobiliário, em particular no que diz respeito a portais onde são publicitados imóveis em venda, a oferta em Portugal é variada e abundante, sendo possível identificar dois grandes padrões:
a) Os que se constituem como uma grande plataforma informática onde, por interacção com a mesma, qualquer poderá colocar/anunciar o seu imóvel;
b) Os que, sendo normalmente geridos por empresas mediadoras imobiliárias, reflectem na sua oferta a carteira de imóveis que aquelas dispõem para comercialização, sendo que a publicação do produto é normalmente de sua responsabilidade.
Um e outro padrão contudo, em maior ou menor escala, apresenta lacunas que emergem da sua génese, do conceito de negócio que lhes está subjacente, ou da própria concepção da plataforma informática que lhes dá suporte, e só assim se entende que facilidades tão básicas quanto úteis para o utilizador não estejam na maioria dos casos acessíveis ou que a deficiente informação não permita, por exemplo, uma comparação eficaz e generalizada aos imóveis apresentados.
Falta de plantas dos imóveis, imagens repetitivas e irrelevantes, áreas com quantificação incorrecta ou mesmo deturpada, informações não sistematizadas, são e xemplo s do que abundantemente se vai encontrando.
Mas não ficam por aqui as frustrações. Funcionalidades comuns noutro tipo de produtos, como sejam a possibilidade de comparar, são quase inexistentes quando esse produto é um imóvel. Na verdade, será impossível proceder a uma selecção minimamente criteriosa se características que são explicitadas num imóvel já não o são no seguinte, ou são apresentadas com nomenclatura duvidosa.
