Quarta, 13 de Maio de 2026

A CORRIDA PELO METRO QUADRADO MAIS VALIOSO DO PAÍS (3/3)

Para Sandra Campos, da Cushman & Wakefield, a Garrett beneficia de uma conjugação de factores. "É um local muito visível, as marcas atraem marcas, e há um grande movimento de pessoas", sublinha a especialista. De acordo com um estudo da CBRE, datado de 2008, o tráfego médio na rua Garrett, no período compreendido entre o meio dia e as 15 horas, é de 1.260 pessoas por hora. João, advogado de um escritório perto dali, é um desses exemplos. Aproveitou a hora de almoço para dar um passeio e parou em frente à Hugo Boss. "Sou cliente desta loja, mas também de outras na Avenida da Liberdade", conta.

Se as marcas de luxo parecem imunes à crise, o comércio tradicional é mais sensível à conjuntura económica. António Lemos, da Casa Pereira, diz que a crise afectou o negócio. "Há menos dinheiro, logo as pessoas gastam menos".

No entanto, isso não o faz baixar os braços. Nem arrendar a loja. "Trabalho aqui desde os 18 anos e não quero sair. Tenho uma grande variedade de produtos para os clientes comprarem, desde chocolates a conservas".

Além do representante do fundo estrangeiro, o gerente também colecciona vários cartões de outros investidores, também eles interessados no espaço. A florista Pequeno Jardim, uma das lojas mais antigas do Chiado, passa pelo mesmo. Apesar de ser um pequeno espaço de vão de escada, a gerente Elisabete Monteiro também já foi abordada para o arrendar. "Fizeram algumas propostas, mas não houve acordo", conta, sem adiantar valores.

Elisabete, que tem nos portugueses os melhores clientes, explica que os turistas "compram pontualmente", mas param muitas vezes para tirar fotografias. "Se estas pequenas lojas acabarem, a rua Garrett perde a identidade. Fica igual às outras", alerta a florista. Um outro empregado da sapataria Helio recorda o caso de uma proprietária que arrendou a loja a uma marca de moda espanhola. "Agora recebe quatro ou cinco vezes mais."

António Lemos, que gosta de falar dos tempos em que a fadista Amália Rodrigues visitava a loja, não faz previsões sobre o futuro da ‘Casa Pereira'. "A Garrett tem mudado muito ao longo dos tempos. Eu e o meu filho, que tem 58 anos, queremos ficar aqui. Mas os netos...nunca se sabe".

 

Fonte: economico.sapo.pt | 20/11/13

 

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