PROPRIETÁRIOS PEDEM A BRUXELAS FIM DOS «IMPOSTOS CONFISCATÓRIOS SOBRE O IMOBILIÁRIO

O presidente da Associação de Proprietários Lisbonenses (APL), Luís Menezes Leitão, afirmou hoje à agência Lusa que o setor imobiliário internacional vai apelar a Bruxelas para que termine com os "impostos confiscatórios" sobre o setor, sobretudo nos países intervencionados.
Luís Menezes Leitão, que falava à Lusa a propósito do 42.º Congresso da União Internacional da Propriedade Imobiliária, que decorreu em Lisboa e que terminou hoje, disse que ficou decidido "sensibilizar a Comissão Europeia para terminar com esta tributação, especialmente nos países com intervenção" externa.
Para o presidente da APL, "para que a economia comece a recuperar, é preciso que sejam levantados estes impostos, especialmente os impostos confiscatórios que surgiram em Portugal e na Grécia".
O Congresso decidiu "sensibilizar a Comissão Europeia" no sentido de terminar com a tributação sobre o imobiliário, argumentando que "quem aluga automóveis não está a pagar impostos sobre o património", pelo que "não há motivo nenhum para que quem está a arrendar um imóvel pague impostos sobre esse património".
O valor das rendas deverá subir 0,99% em 2014, o aumento mais baixo dos últimos dois anos, de acordo com os números já divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que estima o valor da atualização das rendas rurais e urbanas com base na inflação, excluindo os preços da habitação, dos últimos 12 meses até agosto.
