
Meio ambiente é muito importante na escolha de uma segunda casa para os Escandinavos
Na opinião de Rui Gomes existem um certo número de atracções, além do clima, as vantagens de um excelente número de "resorts" de qualidade com campos de golfe, uma costa com praias excelentes e condições para prática de desportos náuticos como a vela, tão popular na Escandinávia. O responsável adianta ainda que o meio ambiente é muito importante na escolha de uma segunda casa para os Escandinavos e aí Portugal é muito atractivo, também a história e cultura de Portugal, incluindo a gastronomia e a vinicultura e o facto de sermos um país moderno e funcional, oferecendo em geral segurança e confiança para residência ou férias. Para o responsável existe ainda algumas dificuldades a ultrapassar, como por exemplo a falta de voos todo o ano para destinos como Faro e em geral com preços mais altos para destinos em Portugal quando comparados com outros países. "Esperamos que as companhias aéreas vejam a oportunidade de crescimento e novos mercados", refere.
O preço é importante mas não essencial
Apesar do imobiliário português estar neste momento com o património desvalorizado onde os preços das casas estão mais baixos, isso não é o factor que alicia a população escandinava, Rui Gomes revela que pode influenciar um pouco mas "não creio que seja algo fundamental, ao se fazer uma análise em mercados como a Flórida e costas espanholas por exemplo, Portugal sai desfavorecido com preços mais elevados para propriedades nos mesmos segmentos, isto pode ser indicação ainda de uma certa sobrevalorização em alguns imóveis e que o mercado depois da euforia, se vai ajustando, com a procura "versus" a oferta determinando os preços".
Rui Gomes explica que na procura de imóveis gama média-alto para alguns clientes o preço é importante mas não essencial, existem muitos outros factores que podem ser decisivos ao escolher determinada propriedade e zona. Um factor importante foi a mudança de impostos aplicada pelo estado Português a estrangeiros que torna o país mais atractivo, "temos uma parceria com um banco privado sueco que gere patrimónios particulares e que constatou uma subida de interesse em relação a Portugal no último ano por causa a mudança de impostos", salienta.
