SETOR IMOBILIÁRIO FECHA 1º SEMESTRE OTIMISTA

A vinda de emigrantes no Verão, a atribuição de golden visa a estrangeiros e a diversificação da captação de investimento pelas empresas imobiliárias são as principais razões para o sector ter fechado a primeira metade do ano com otimismo.
A conclusão é da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), com base em inquéritos, que verificou um maior nível de atuação por parte das empresas de mediação imobiliária na área da habitação (99,7%). Terrenos urbanos foi a área em que as mediadoras mais negócio fizeram (66,1%), seguida curiosamente do comércio (65,5%). E, sinal da situação económico-financeira do país, a indústria foi a área que menos atividade registou (28,7%) no período.
"A mediação imobiliária está a reagir como o país", diz ao DN/Dinheiro Vivo Luís Lima, presidente da APEMIP, que destaca: "Depois dos três primeiros meses muito complicados, verificámos que julho e agosto registaram dados positivos." Muito graças às transações dos emigrantes e estrangeiros, o que, segundo Luís Lima, "criou alguma confiança nas empresas imobiliárias." Agora, alerta o responsável, "não sei se vai ser sustentável. Eu espero que a tendência positiva continue, mas estou com receio de setembro. Era muito importante, e já o fizemos saber ao Governo, que em setembro e outubro" o sector "continue com otimismo e confiança."
Até lá, a APEMIP revela que o arrendamento de casas dominou a procura (45%) no primeiro semestre do ano, sendo que em alguns distritos esta realidade atingiu metade das pesquisas. Já as rendas de casa entre os 300 e 500 euros são as mais procuradas (39%), seguidas curiosamente das prestações abaixo ou iguais a 300 euros (38%). As rendas entre 500 e 750 euros foram 14% da procura.
