Estes variam em natureza dos chamados family offices (fortunas familiares geridas por profissionais), aos fundos oportunistas (normalmente de origem americana) e, mais recentemente, também a alguns fundos imobiliários e de pensões europeus, mais tradicionais. Embora com objetivos de rentabilidade diferentes (mais exigentes os oportunistas, e com visão de mais longo prazo os fundos e family offices), o que os une é a realização de que o imobiliário português, que sempre primou pela qualidade, começa a ter agora também um preço atrativo".
Quanto aos volumes de investimento por setor de atividade em Portugal, o setor de retalho, em grande parte pelo negócio já referido da venda de metade do CascaiShopping, representou cerca de 89% do total do investimento do semestre. Seguiu-se o setor de escritórios, ao qual foram destinados 10% do volume total investido e o sector de industrial, com uma representatividade marginal.
Na Europa¸ os setores de retalho e industrial têm tido um papel mais predominante no crescimento da atividade imobiliária ao longo do ano, crescendo respetivamente 14% e 13%, tendo o setor de escritórios atingido o melhor desempenho do último trimestre, crescendo cerca de 4% para um total de 15,1 mil milhões de euros, representando 47% do mercado.
Em relação às yields prime, desde meados de 2007 que têm vindo a corrigir de forma generalizada, sendo contudo o impacto maior em termos de desvalorização dos ativos no mercado secundário. Em Junho de 2013 as yields prime situaram-se nos 7% para o comércio de rua; 7,75% para centros comerciais e escritórios; e 9,75% para industrial.
As yields variam entre os 100 e os 275 pontos-base quando comparadas com o pico do mercado em 2007. A incerteza quanto ao momento em que se irá dar a inversão da curva de crescimento da economia nacional reflete-se numa estagnação do valor das yields nos dois últimos trimestres, prevendo-se uma manutenção dos valores até ao final do ano.
Fonte: www.oje.pt 05 de Agosto 2013
