Portugueses continuam a preferir a compra de casa

A redução do investimento residencial em 2013 traduz as perspectivas de rendimento permanente das famílias, nomeadamente dada a deterioração da situação no mercado de trabalho. A redução desta componente deve ser inserida numa tendência de médio prazo, decorrente da estabilização do stock de habitação, depois do aumento registado ao longo dos anos 90. Para 2014 perspectiva-se alguma estabilização do investimento residencial, no quadro de alguma sustentação do rendimento disponível das famílias. Este é o retrato traçado pelo Boletim Económico da Primavera do Banco de Portugal.
Procura para arrendamento é de 45,5%
A estabilização é então o futuro do mercado imobiliário. Contudo, a procura de bens imóveis continua a ser uma constante, no entanto efectuada com uma abrangência diversificada e em moldes mais restritos. Segundo o Catálogo de Estudos de Mercado relativamente ao II Trimestre de 2013, elaborado pelo Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no primeiro trimestre do ano de 2013, as intenções de procura de imóvel para arrendamento aproximam-se dos 45,5%, em alguns distritos essa realidade atinge mais de metade das pesquisas efectuadas.
