Quarta, 13 de Maio de 2026

Desempenho dos edifícios é norma

Mas afinal em que consiste a Passive House? Segundo João Marcelino e João Gavião, é um conceito construtivo que define um padrão eficiente sob o ponto de vista energético, confortável, economicamente acessível e ecológico. Não é um estilo ou linguagem arquitectónica, mas sim uma norma que assenta no desempenho dos edifícios e obriga ao cumprimento de requisitos muito objectivos.

Esses requisitos passam por necessidades de aquecimento ou arrefecimento inferiores a 15kWh/(m²a) ou carga máxima para aquecimento inferior a 10W/m²; necessidades de energia primária inferiores a 120kWh/(m²a); estanquidade ao ar, verificada através do blower door test com um resultado inferior a 0,6 renovações por hora; e temperatura interior mínima de 20° e máxima de 26º, não podendo ocorrer um excesso de temperatura em mais de 10% do tempo.

Para alcançar esses requisitos é necessário definir espessuras adequadas de isolamento nos elementos da envolvente; definir portas e janelas adequadas a uma Passive House; definir um sistema de ventilação eficiente com recuperação de calor; garantir a estanquidade ao ar do edifício e evitar pontes térmicas no edifício.

Primeiros projectos surgiram em Ílhavo

As casas de Ílhavo foram os primeiros projectos da Passivhaus em Portugal. João Marcelino e João Gavião explicam o processo: «A procura do elevado desempenho a nível energético foi a base de partida para as duas moradias em Ílhavo e a aplicação da norma Passive House garante esse desempenho. É o mais elevado padrão de eficiência energética a nível mundial, as poupanças atingem os 75% em comparação com os edifícios convencionais e de acordo com a regulamentação actual».

Além disso, «a Homegrid procurou também a eficiência hídrica e a produção de alimentos. Foi criada a marca WEFI-BUILDING (Water Energy Food Almost Independent Building). O conceito WEFI BUILDING foi aplicado na íntegra a uma das moradias».

Neste projecto os dois especialistas adiantam ainda que, com esta visão holística, pretendeu-se criar um edifício de elevado desempenho ao nível da sustentabilidade. O bom nível de desempenho ambiental foi confirmado pela classificação de A+ no âmbito da Certificação LiderA (Sistema Voluntário para Avaliação da Construção Sustentável). Foi também reconhecido pelo Wuppertal Institut (Instituto para o Clima, Ambiente e Energia), da Alemanha, que considerou este projecto como um exemplo de boas práticas ao nível da sustentabilidade.

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