Quanto à taxa directora do BCE, tanto os responsáveis da consultora financeira IMF como da corretora Dif Broker antecipam um cenário de baixas taxas de juro nos próximos dois anos para dinamizar o crescimento económico, mas prevêem que em 2015 a instituição liderada por Mario Draghi volte a aumentar o preço do dinheiro.
"Quer do ponto de vista do crescimento económico, quer do ponto de vista da inflação - que está a cair em todo o mundo e na zona euro em particular - não se vêem grandes motivos para que haja subida da taxa de juro. Parece-me que as taxas deverão continuar baixas em todo o mundo e o BCE deverá alinhar nessa tendência", pelo menos nos próximos dois anos, afirmou o presidente da IMF, Filipe Garcia, em entrevista à agência Lusa.
Apesar de considerar que "o instrumento taxa de juro já não tem o mesmo poder de antigamente", devido ao menor impacto da política monetária no crédito e no investimento, o economista acredita que "as taxas permanecerão baixas durante mais tempo também para não complicar a vida do sector financeiro a nível europeu e mundial".
Já para o presidente executivo da Dif Broker, Pedro Lino, "as taxas de juros do BCE devem continuar a baixar [dos 0,50%] até aos 0,25% até final deste ano, a reflectir a recessão na Europa".
No entanto, destaca, neste momento "mais importante" do que baixar a taxa directora, seria "colocar a taxa de depósitos do BCE em níveis negativos" para forçar o sistema financeiro a dar mais crédito à economia real. Mario Draghi deu indicação, na última reunião do conselho de governadores, de que o BCE poderá usar esta arma em breve.
Fonte:sol.sapo.pt/ 6 Junho 2013
