E se um robot lhe pintasse as paredes lá de casa?
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Empresa diz que invenção poupa oito anos de formação de um operário especializado. E quer apostar na exportação para o Brasil.
É o primeiro robot pintor do mundo. E foi criado por um consórcio nacional que integra a FLUPOL, o INESC Porto, a Companhia de Equipamentos Industriais e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que foi a responsável pelo sistema de aprendizagem.
É um manipulador industrial que reproduz os movimentos humanos efectuados pelos operários especializados, através da aprendizagem através de visão artificial. Uma invenção que permite libertar os pintores das tarefas repetitivas, minimizando também o seu contacto com ambientes agressivos (tintas, dissolventes, etc). A empresa garante ainda que, com este sistema robotizado, é possível "poupar oito anos de formação de um operário especializado".
Cada robot é programado directamente pelo próprio operário, que o prepara em todos os níveis: velocidade, aceleração, etc. O controlo é feito remotamente por computador e não há partilha de informação confidencial com elementos externos.
"Uma aposta que a FLUPOL - que já exporta mais de 75% do que produz - considera uma oportunidade para crescer ainda mais nos mercados externos através da internacionalização de novas unidades de produção", como diz o CEO, José Bandeira, que espera ainda "aumentar a competitividade nos mercados internacionais porque o preço do produto vai incluir custos de distribuição e taxas alfandegárias", que José Bandeira acredita que "em mercados-chave como o Brasil, pode fazer toda a diferença".
Fonte: economico.sapo.pt | 07/01/13 18:13
