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Lisboa e Algarve são as zonas mais pressionadas. Porquê?
São zonas geográficas onde a oferta é maior. Lisboa, com relevo para os concelhos periféricos, tem muita oferta nascida num quadro de mais fácil acesso ao crédito para a qual a procura existente começou a ter dificuldades acrescidas junto das instituições financeiras. O Algarve ressente-se, em especial, das dificuldades sentidas por muitos promotores estrangeiros que deixaram alguns empreendimentos em fases criticas. Tudo isto contribui para pressionar e distorcer o mercado.
Em contrapartida, as regiões autónomas parecem estar em contraciclo e registam valorizações do imobiliário. Como se justifica?
O valor da construção nas regiões autónomas sempre foi mais elevado. Há um custo real de insularidade nesse aumento. O preço de construção por metro quadrado é muito mais elevado. Acresce que o terreno, nas ilhas, é sempre muito escasso e como tal mais precioso. Não esquecendo também as limitações que o urbanismo de cidades insulares como as nossas colocam, nomeadamente em matéria de volumetria. Tudo isto faz com que, comparativamente, uma casa na Madeira ou nos Açores seja mais cara do que uma casa idêntica no Continente. Não julgo que seja um contraciclo.
Em termos globais o preço das moradias sofreu poucas oscilações nos últimos três anos enquanto os apartamentos sofreram fortes desvalorizações. Porquê?
Em termos globais, que não se aplica a 100%, podemos dizer que a menor oferta de moradias, comparativamente com a oferta de apartamentos, explica essa realidade. Embora julgue que a expressão fortes desvalorizações possa não corresponder com rigor à realidade. Há desvalorização mas não é tão forte assim.
Fonte: economico.sapo.pt ( 15-01-2012 | 10:57)
