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Câmara reduz projectos
Na actual fase da vida económica do País, o gestor até aponta para uma menor pressão dos serviços das câmaras na aprovação de novos projectos de reabilitação. "Os serviços urbanísticos da CML até têm excesso de capacidade, pois estavam preparados para receber centenas de pedidos mensais, mas ninguém põe novos projectos para reabilitação", atesta Paulo Novais.
Este é , na sua perspectiva, um tempo de reformas também na legislação do sector. "A regulamentação devia ser distinta para um prédio novo e um prédio para renovação. Uma casa de banho por apartamento tem de estar preparada para receber um deficiente: para a construção nova podem cumprir-se soluções novas; na reabilitação não vejo que seja possível construir de novo", exemplifica Paulo Novais. Outra das críticas reside no estacionamento próprio. "Se o prédio nunca teve estacionamento, porque é que se torna obrigatório ter agora?", interroga-se de novo.
Será pelas especificidades de cada uma das empreitadas que os preços finais também não podem corresponder. "Aí, as opiniões divergem. Há vereadores que acham que é mais barata a reabilitação. Discordo. Falo de operações em interiores e toda a intervenção num prédio antigo, é mais caro do que construir de raíz", aponta o gestor.
Na reabilitação há que fazer projectos e, logo aí, o custo aumenta. "Os honorários são mais caros, na reabilitação não tenho desconto, porque os apartamentos são diferentes. Depois, em termos de obra tenho sempre problemas de acessos ao centro da cidade, movimentação de gruas, camiões", exemplifica. A boa notícia é que as taxas de licenças são mais baixas.
Fonte: economico.sapo.pt (11-12-2011)
