Algarve: habitação nova já escasseia em alguns locais
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Em Portimão, no Algarve, a oferta de casas continua a ser grande e, por isso, os preços estão em queda. O inverso acontece em alguns locais de Faro, Quarteira e Vilamoura, onde a procura supera largamente a oferta, daí a progressão dos preços de venda ao público. A comprovar este facto estão os dados da Confidencial Imobiliário (CI)/Lardocelar.com, segundo o qual, no segundo trimestre de 2011, "os preços da habitação apresentaram uma ligeira valorização na região do Algarve", sendo que "o segmento dos fogos novos foi o principal impulsionador desta melhoria, com uma valorização trimestral de 1,6%". Na habitação usada, "a performance da habitação no Algarve foi oposta, caindo 1,1% no 2º trimestre de 2011, quando no trimestre anterior havia valorizado 0,5%".
Para Reinaldo Teixeira, da Garvetur, a valorização é explicada pela maior procura em certas zonas da região e nas zonas com maior apetência turística não se encontra já oferta que satisfaça a procura. "O que se está a vender, neste momento, é superior ao que se está a construir", explica Reinaldo Teixeira.
Esta situação está associada à diminuição de novos empreendimentos , especialmente a partir de 2008, devido à retracção da procura. Para Reinaldo Teixeira, sendo a procura de habitação nova muito superior à usada, "está na hora de os promotores pensarem em voltar a construir nas zonas de maior procura", para colocar no mercado nos próximos dois a três anos. Apesar de ter em carteira imóveis com diferentes preços e destinados a clientes diversificados, Reinaldo Teixeira adianta que, neste momento, tem casas a preços entre 70 mil e 300 mil euros (T1) e de 80 mil a 500 mil euros (T2). No caso de localizações mais procuradas, como é o caso de Vilamoura, os preços oscilam entre 150 mil e e 600 a 700 mil euros.
De acordo com os dados do Confidencial Imobiliário, o valor médio de oferta na região do Algarve alcançou, no primeiro trimestre de 2011, 1.846 euros/m2 para os fogos novos e 1.702 euros/m2 para os usados, valores próximos entre si, mas mais baixos do que em 2010. Os concelhos de Monchique, Loulé e Albufeira lideravam, no primeiro trimestre de 2011, o 'ranking' dos mais caros, com valores médios de oferta por m2 de 2.423 euros, 2.229 euros e 2.044 euros, respectivamente.
Fonte: economico.sapo.pt (25/09/11 09:10)
