Quatro bancos agravaram ‘spreads’ no último mês
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Comprar ou mudar de casa com recurso ao crédito é um sonho cada vez mais difícil de concretizar para muitas famílias portuguesas. Tudo isto devido às subidas dos 'spreads' implementadas pelos bancos de há cerca de três anos para cá. E a situação voltou a agravar-se no último mês. Foram quatro as instituições financeiras a operar em Portugal que nesse período de tempo subiram os 'spreads'. Foi o que se passou com a Caixa de Geral de depósitos e o Barclays que subiram tanto o 'spread' mínimo como o máximo. Já o Santander optou apenas por aumentar o tecto máximo de 'spreads', enquanto o Banco Popular triplicou o valor do 'spread' mínimo.
Longe ficam os tempos em que era possível negociar um 'spread' abaixo de 0,5%. Aliás, entre os principais bancos, actualmente apenas três apresentam 'spreads' mínimos inferiores a 2%, enquanto do lado oposto só uma instituição financeira divulga um tecto máximo de 'spreads' abaixo de 4%.
Segundo Filipe Garcia, economista da IMF, "a subida dos 'spreads' no crédito à habitação revela o grande desinteresse actual da banca por estas operações". Como explica o economista, "esse desinteresse está ligado ao aumento do risco país em geral e de incumprimento em particular, subida dos custos de financiamento das actividades em Portugal e pela deterioração do mercado imobiliário, que é o colateral em causa neste tipo de crédito".
Fonte: economico.sapo.pt (14/09/11 00:05)
