Quarta, 13 de Maio de 2026

O arrendamento como alternativa credível e fiável

Hoje, com o valor actual dos indexantes associados ao crédito habitação, sentimos que o consumidor português está, novamente, a voltar-se para o arrendamento. 

No entanto, focalizemo-nos! O problema não está na prestação, mas sim no valor de entrada e nas exigências que as entidades financeiras colocam na aprovação de um financiamento.

O problema não advém da capacidade geradora de fluxos mensais para fazer face ao encargo, mas sim da capacidade de ter ou não capital próprio para a entrada inicial.

Os interessados continuam a ter de ir viver para algum lado. Se não conseguem comprar, é necessário poderem arrendar. Esta mudança de atitude é urgente e irá "aquecer" o mercado imobiliário. O que ouvimos no mercado é que, "quanto mais imóveis tenha para arrendar, mais arrendarei. Há escassez de oferta neste segmento!". Curioso! Há um segmento do mercado imobiliário que vive de escassez de oferta e/ou excesso de procura.

Os comuns manuais de economia exigem-nos que adequemos estas realidades e que nos profissionalizemos naquilo que o mercado nos pede. Esta profissionalização passa, em grande parte, por serem criadas as condições de segurança e garantia do cumprimento dos contratos de arrendamento. O Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) de 2006 deu passos importantes nesta credibilização, permitindo que os proprietários reclamem a dívida após três meses. Mas todos sabemos quantos mais meses e/ou anos terá que aguardar até ter o problema resolvido.

Senhor primeiro-ministro, agora que garantiu a aprovação do OE 2011, peço-lhe, em nome do sector imobiliário: crie ou permita os mecanismos necessários a uma célere resolução judicial dos eventuais incidentes com os contratos de arrendamento. Permita que investidores e proprietários olhem para este subsector como um factor de rendibilidade e liquidez mensal. Quem sabe se, "simplesmente" permitindo que elementos da autoridade tenham capacidade executória da acção de despejo dos não cumpridores, possibilitando que, rapidamente, o imóvel retorne ao mercado e passe a ser e dar rendibilidade.

 Luís Mário Nunes

Director-geral ComprarCasa - Rede Imobiliária da APEMIP

Fonte: oje.pt (11/11/10, 00:35)

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Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transações financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar.

E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. 

Ser bem sucedido numa transação imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing.

Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)