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Consolidar créditos não traz apenas vantagens
Consolidar créditos pode aliviar as dificuldades financeiras, mas não deve ser uma decisão feita de ânimo leve. João Martins lembra que "o recurso ao crédito consolidado deverá ser sempre uma excepção, pois significa que algo já correu mal. Falhou a consultoria preventiva", diz. O director-geral da MaxFinance garante que nestes casos "o que importa é resolver a situação sem estrangular financeiramente as famílias".
E porque se deve evitar o crédito consolidado? É que a condição mínima exigida "é a disponibilização de um imóvel como garantia ao valor global dos créditos dos clientes, sendo ideal que o imóvel tenha um valor comercial igual ou superior ao dobro do total de créditos", explica Hélder Beça, director-geral da Exchange. Esta imposição leva Vinay Pranjivan, técnico da Deco Proteste a afirmar que a consolidação de crédito deve ser considerada como uma solução de recurso "apenas em casos de necessidade urgente em diminuir as prestações, pelo incumprimento das prestações a pagar". O responsável assume que "dificilmente as pessoas conseguirão uma consolidação se não tiverem uma habitação para dar como garantia" e alerta para o facto de, apesar da consolidação permitir alargar o prazo temporal de pagamento e oferecer taxas de juros mais baixas, aliviando no imediato o valor das prestações, "acaba por ficar mais caro, a longo prazo".
Em resumo, "o principal objectivo da consolidação de crédito é obter uma redução, no imediato, dos encargos das empresas e das famílias, adequada às suas reais capacidades de pagamento", explica João Martins.
Entre as principais vantagens desta solução está a "possibilidade de ter uma única prestação, inferior à soma das prestações existentes, pagar menos juros e prazo até aos 75 ou 80 anos de idade, o que permite utilizar o prazo para adequar o valor da prestação à disponibilidade financeira do agregado familiar", explica Hélder Beça. O mesmo responsável enumera ainda algumas desvantagens na consolidação de créditos. "Quando o cliente possui um crédito habitação com 'spread' muito baixo e em que o 'spread' no âmbito da consolidação seja mais elevado", por exemplo. Nestas situações, "o cliente terá que ponderar se a necessidade de redução de encargos mensais é mais importante que o benefício do 'spread' mais baixo". Por esta razão, o mesmo responsável reforça que "nem todas as consolidações são vantajosas, devendo ser efectuadas por especialistas para que o cliente não saia prejudicado."
Fonte: economico.sapo.pt (31/10/10 11:40)
