Quarta, 13 de Maio de 2026

Um em cada cinco que procura casa quer arrendar

O número de casas para venda ronda actualmente as 300 mil, mas é a procura de imóveis para arrendar que mais tem crescido. Para procurar responder à tendência, o Salão Imobiliário de Portugal incluiu pela 1.ª vez casas para arrendar nos leilões. Há 35 disponíveis.

Em média, uma em cada cinco pessoas que procura casa opta pelo arrendamento. Mas, como sublinhou ao JN o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, trata-se de uma opção que na maior parte dos casos é forçada, ou seja, surge como alternativa "depois do banco ter recusado o crédito para a compra". A situação tem feito subir a procura de casas arrendadas, mas a oferta não tem acompanhado a tendência.

Contas feitas, nem sempre os 20% de clientes que se viram para o arrendamento conseguem encontrar uma casa porque a oferta continua reduzida. Dos 300 mil imóveis para venda (dos quais cerca de 120 mil são novos), a percentagem disponível para arrendar não atinge os dois dígitos.

Também os dados do Confidencial Imobiliário apontam para uma subida da ordem dos 50% na procura por casas para arrendar em 2009, mas, tal como Luís Lima, também António Gil Machado, administrador do CI, precisa que o maior interesse em arrendar é sobretudo motivado pela maior dificuldade dos particulares em conseguir um empréstimo, e também por haver mais receio em assumir um encargo tão pesado e prolongado como é um crédito à habitação.

Do lado da oferta, o arrendamento ainda é considerado como "o menor dos males". "A maior parte das pessoas não arrenda a casa como primeira opção, fá-lo porque não a consegue vender", referiu aquele responsável.

A atitude dos proprietários - motivada pelo elevado risco de incumprimento e por as rendas serem taxadas em sede de IRS como rendimento de trabalho - faz com que a oferta esteja totalmente desajustada da procura e acaba por inflacionar o preço das rendas. Lisboa e Porto são as zonas onde a procura e a oferta de arrendamento é mais relevante, sendo os apartamentos mais pequenos (de tipologia T1 e T2 e estúdios) os mais requisitados.

No mercado de compra e venda, a tendência é a oposta à do arrendamento, ou seja, de quebra. O presidente da APEMIP estima que a diminuição nas transacções é na ordem dos 10% face a 2009, e o promotor imobiliário José Eduardo Macedo assinala que muitas casas acabam por só estar à venda "na cabeça dos proprietários" que insistem em pedir preços demasiado elevados face ao que se passa no mercado.

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Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, explica quais são os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.

"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. 

Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral.

Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são: 


(continua)