Sete pecados capitais de quem compra casa
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Identificados pela Igreja Católica, os sete pecados capitais ganharam popularidade a partir do século XIV. Merecedores de condenação para os mais obstinados, os sete pecados são hoje mundialmente conhecidos como vícios que carecem de controlo. Directamente opostos às sete virtudes, integram a lista dos sete pecados: a vaidade, inveja, ira, preguiça, ganância, gula e luxúria.
O mercado de crédito à habitação também não escapa aos sete pecados capitais e o Diário Económico pediu a especialistas do mercado imobiliário que os enumerassem. Comprar quando o mais aconselhável é arrendar, não ser racional na decisão, não procurar o melhor negócio, optar por ofertas promocionais e pela carência de capital, recusar intermediários, não apresentar propostas ou comprar casa acima das suas possibilidades são erros que se pagam caro e durante várias décadas.
Os especialistas contactados pelo Diário Económico são unânimes ao considerarem que as lições da crise do 'suprime' impedem "transgressões". "Comprar uma casa acima das possibilidades do comprador é hoje muito difícil, porque os bancos são mais exigentes na avaliação do risco dos clientes", frisa Luís Lima, presidente Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). O resultado do aperto das condições de crédito resulta "em avaliações mais baixas, exigência de maiores garantias, custos totais associados ao crédito elevados e 'spreads' incomportáveis", recorda Jorge Garcia, especialista em mercado imobiliário.
Um cenário que, segundo os especialistas, não deverá sofrer melhorias em breve. Apesar do número de transacções efectuadas em Julho e Agosto evidenciar uma ligeira retoma do mercado, em jeito de balanço, Luís Lima considera que o ano de 2010 deverá fechar em linha com os números de 2009, cerca de 150 mil transacções imobiliárias. "E dificilmente se recuperarão os níveis anteriores à crise, até porque mais de 80% dos portugueses já tem casa própria", salienta o presidente da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária.
Para Jorge Garcia, do actual contexto sobressai a queda de um mito: "Actualmente, nem todo o património imobiliário valoriza". Tome nota e evite cair em tentação.
