700 mil famílias ficam com rendas quase congeladas
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Os proprietários que tenham casas arrendadas terão mais um ano difícil, já que as rendas vão ficar quase inalteradas em 2011. É que as rendas de casa de cerca de 700 mil pessoas vão ter aumentos inferiores a 0,5%, depois de terem ficado congeladas este ano.
A actualização consta dos dados relativos à inflação publicados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor que determina a actualização das rendas - a variação do índice de preços no consumidor, sem habitação, relativo aos últimos 12 meses - subiu 0,3%, um aumento pouco significativo, que representa uma má notícia para os proprietários e algum alívio para inquilinos. Até final de Outubro deverá ser público em Diário da República, o aviso que determina os aumentos.
Os aumentos aplicam-se a dois tipos de contratos de arrendamento: aos mais recentes, depois de Outubro de 1990, que abrangem cerca de 300 mil pessoas, e às rendas antigas que não tenham sido actualizadas no âmbito do Novo regime de Arrendamento Urbano (NRAU), que chegam aos 400 mil contratos. Nas rendas mais recentes o aumento será de 0,3% e nas chamadas rendas antigas a subida será um pouco maior, mas ainda assim inferior a 0,5%. Estas rendas, normalmente com valores muito baixos, por terem estado congeladas durante muitos anos, estão sujeitas a um coeficiente de correcção extraordinário. Os factores correspondem à taxa de inflação multiplicada por 1,5%, o que equivale a uma subida de 0,45%. Desta forma, as rendas deverão subir 45 cêntimos por cada 100 euros neste último caso e 30 cêntimos por cada 100 euros no primeiro tipo de rendas.
Assim, os contratos de arrendamento terão de respeitar esta subida, pelo menos até ao final dos mesmos, altura em que os proprietários poderão rever, os valores da renda. Até este ano, as rendas subiam a um ritmo superior a 2%, mas a crise veio colocar um travão na subida de preços e, portanto, no aumento das rendas. A situação culminou este ano, com uma inflação nula, que ditou o congelamento das rendas (ver gráficos) numa altura em que se registou um aumento da procura de casas para arrendar, com as famílias a sentirem grandes dificuldades para contrair empréstimos junto dos bancos.
Fonte: economico.sapo.pt (11/09/10 00:05)
