Número de casas vendidas em 2009 atingiu mínimo histórico
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No ano passado venderam-se 145,9 mil imóveis e não há memória de outro ano assim. A última vez que se venderam tão poucas casas ou escritórios já não vem registada na base de dados do Instituto Nacional de EstatÃstica, que recua 17 anos, até 1992. Os dados foram divulgados ontem e mostram que a crise afectou sobretudo quem quis vender imóveis de segmentos mais baratos.
"As expectativas de crise e a falta de confiança terão justificado a retracção de muitos agentes, que procuraram sobretudo manter a liquidez, em vez de fazer investimento em imobiliário", explica José Reis, economista e professor da Universidade de Coimbra, lembrando que a origem da crise foi financeira.
Os números publicados pelo INE, mas calculados pelo Ministério da Justiça, referem-se à compra e venda de todo o tipo de imóveis urbanos, tais como prédios, moradias, apartamentos, escritórios ou até terrenos, desde que estejam aptos para construção. Os dados mostram que no ano passado a contracção das vendas foi de 16%, mesmo depois de 2008 também ter sido um ano mau para o imobiliário. É que as vendas já tinham recuado 18%, para perto de 174 mil transacções - valores que ficam muito distantes das mais de 284 mil vendas que chegaram a ser registadas em 1999.
Mas no que toca a preços, a quebra não foi tão acentuada. O valor total das transacções caiu 11,3%, o que implica que o preço médio de cada venda aumentou de 126 mil euros para 133 mil euros - indiciando um comportamento mais negativo dos segmentos mais baratos do mercado do que dos segmentos mais caros.
Fonte: economico.sapo.pt (31/07/10 00:05)
