Quarta, 13 de Maio de 2026

Prestação da casa sobe pela primeira vez desde Outubro de 2008

Arrancou oficialmente a época das prestações de crédito mais caras. Mais de um ano e meio depois, a revisão do contrato de crédito à habitação, associado à Euribor a seis meses, já não será sinónimo de poupança. A partir de amanhã, as famílias com empréstimos indexados a esta taxa não vão escapar ao agravamento na factura a pagar ao banco mensalmente, que em Junho já tinha afectado os contratos com Euribor a três e a 12 meses.

Desde o máximo histórico, após a falência da Lehman Brothers em Outubro de 2008, a média mensal da Euribor a seis meses subiu pela primeira vez em Maio deste ano, embora sem reflexos na prestação a pagar em Junho. Foi o primeiro sinal de alerta. Agora, a média mensal de Junho (1,01% face aos 0,98% de Maio) confirma o ciclo de subida das taxas que, dizem os especialistas, é para manter, pelo menos, até ao final deste ano.

Apesar de ainda faltar o registo da cotação de hoje para o fecho de Junho, a média mensal dos indexantes regista uma subida em todos os prazos - três, seis e 12 meses - face ao mês anterior. Com a deterioração das condições de mercado, devastado pela crise da dívida soberana e de liquidez, os bancos estão mais renitentes a emprestar dinheiro entre si, o que justifica a subida das taxas interbancárias.

Para quem rever a prestação em Julho, o agravamento será ainda residual nos créditos com a Euribor a seis meses e ligeiramente mais acentuado nos empréstimos com contratos de três meses. Num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, com um 'spread' de 1% e indexado à Euribor a três meses, a prestação mensal ascende a mais de 534 euros, o que representa uma subida de 6,22 euros face à revisão anterior. Feitas as contas, a subida de 0,03 pontos percentuais na média mensal da Euribor traduz-se num agravamento de cerca de 18,7 euros durante os três meses de contrato.

Fonte: economico.sapo.pt (30/06/10 00:05)

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