Existem 2,08 milhões de empréstimos à habitação
![]()
Numa caracterização deste mercado, contida no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal publicado na semana passada, verifica-se a forte prevalência dos contratos com taxa de juro variável, que representam 95,9% do total dos créditos vivos. Os de taxa fixa são 0,8%, enquanto 3,3% optou por taxa mista.
O prazo original médio dos contratos de crédito à habitação com taxa variável ronda os 29 anos, mas este tem vindo a ser alargado progressivamente pelos consumidores, como forma de diluírem o valor da prestação mensal. Assim, no início de 2000, o prazo médio era de 26 anos, tendo passado para 33 anos no final do terceiro trimestre de 2009.
Apesar de a Euribor a seis meses ser o indexante mais usado nos contratos dos portugueses, o mesmo indexante a três meses passou a ser a taxa de referência mais habitual a partir do segundo trimestre de 2006.
A evolução dos spreads mostra um alargamento das margens relativamente pronunciado a partir dos finais de 2007. Nessa altura, os spreads médios atingiam um valor mínimo de 0,5 pontos percentuais, tendo chegado à média de 1,19 pontos nos contratos celebrados no terceiro trimestre de 2009.
Verifica-se igualmente a preponderância da modalidade de reembolso dos empréstimos em prestações constantes de capital e juros, desde o início do contrato.
De referir ainda que seis bancos detêm quase 90% dos contratos de crédito à habitação vivos.
Fonte: dn.sapo.pt
