Prestações da casa vão começar a subir a partir de Junho
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Mais de dois milhões de famílias portuguesas têm suspirado de alívio sempre que se aproxima uma nova revisão do contrato de crédito à habitação. Um descanso que dura há mais de 18 meses, altura em que as prestações atingiram o valor mais elevado, reflectindo o máximo histórico das taxas Euribor registado após a falência da Lehman Brothers. No entanto, se em Abril surgiram os primeiros sinais de que o agravamento da factura estaria para breve, este mês não deixa margens para dúvidas: iniciou-se o ciclo de subida das taxas. A partir de Junho, as prestações vão mesmo ficar mais caras.
Os especialistas adiantam que as taxas estão num ciclo de subida e que, perante a actual conjuntura e a entrada em vigor das medidas de austeridade, vão continuar a ser produzidos "choques" nos orçamentos familiares, sobretudo nos mais apertados. Mas, ainda assim, consideram que este movimento não deverá constituir uma tendência e que tenderá a ser corrigido futuramente.
Apesar de ainda faltar o registo da cotação de hoje e segunda-feira para o fecho de Maio, a média mensal dos indexantes regista já uma subida em todos os prazos - três, seis e 12 meses - face ao mês anterior.
Para quem rever a prestação em Junho, o agravamento será entre 5 euros e quase 360 euros nos créditos associados à Euribor a três meses e a 12, respectivamente. Num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, com um 'spread' de 1% e indexado à Euribor a 3 meses, a prestação mensal ascende a 531 euros, o que representa uma subida de 1,70 euros face à revisão anterior. Feitas as contas, a subida de 0,04 pontos percentuais na média mensal da Euribor traduz-se num agravamento de 5 euros durante os três meses.
Fonte: http://economico.sapo.pt/ (28/05/10 00:05)
